Onde investir? Como direcionar o aporte do mês

Uma das dúvidas mais comuns dos investidores iniciantes é saber onde aportar o dinheiro das economias mensais. A ideia de todos é sempre ter a máxima rentabilidade nos seus investimentos. Porém, a realidade não é bem assim.

A falta de critério e estratégia na escolha dos ativos a serem investidos é um dos fatores determinantes para o fracasso. Pois deixa o investidor exposto às mudanças sistemáticas do mercado financeiro, muitas vezes fazendo-o amargar prejuízos desnecessários.

Não ter uma estratégia definida para direcionar em qual ativo deve ser aportado aquele recurso economizado no mês alimenta a ansiedade de querer aproveitar as “oportunidades” do mercado fazendo com que o acionista “gire” (compra e venda de ativos) sua carteira de forma excessiva. O que gera custos e diminui a rentabilidade final.

Para se definir os critérios a serem seguidos mês a mês, é preciso se conhecer profundamente e entender o seu “perfil de investidor“.

As corretoras de valores dispõem de testes chamados de Suitabilty que auxiliam o investidor a entender seus objetivos e o quanto ele é tolerante ao risco.

Para tanto, aqui está uma maneira prática e super fácil para aquele investidor que não tem nenhum conhecimento em alocação de ativos e não sabe por onde começar.

Passo 1

Com o auxílio das ferramentas de teste de perfil e através do entendimento dos produtos financeiros, deve-se encontrar uma distribuição satisfatória nos tipos de ativos.

Algumas perguntas devem ser respondidas, como qual o percentual desejado para os ativos:

  • Renda Fixa? E em Renda Variável?
  • Renda Fixa: quanto em cada produto (Tesouro Direto, Fundos de Renda Fixa, CDB, etc.)?
  • E dentro destes, como Tesouro Direto (Pré fixado, Pós fixado, Atrelado à inflação, e a Selic)?
  • Renda Variável: quanto em Ações? E em Fundos Imobiliários? E em Fundos de Ações? E em derivativos?

Enfim, em meio aos inúmeros produtos financeiro disponíveis, é preciso saber qual a proporção desejada para cada um de acordo com os objetivos e tolerância ao risco.

Passo 2

Após definida a distribuição desejada para a carteira é, então, necessário definir em qual destas categorias deve-se aportar mensalmente.

Para exemplificar, segue um gráfico de distribuição dos objetivos:

Objetivos

Agora, mensalmente, conforme se poupa o dinheiro, este deve ser investido na categoria que está com o percentual mais distante do objetivo. Com a finalidade de estar mais próximo de sua estratégia estabelecida:

Objetivos de Alocação Ajuste

Ou seja, em percentuais, a categoria Fundos está com 14% a mais do que deveria (objetivo 5%, atual 19%). Já a categoria Tesouro Direto está com 7% a menos do que deveria (objetivo 25%, atual 16%). Portanto, o próximo aporte a ser feito será em Tesouro Direto.

Esta mesma lógica deve ser seguida dentro de cada tipo de ativo. Pelo exemplo acima, deve-se comprar Tesouro Direto. Mas qual? Aquele que estiver com o percentual mais distante do seu objetivo dentro desta categoria de ativo.

Concluindo

Muitas pessoas acreditam que a diversificação reduz o potencial de retorno da carteira. Mas para o investidor não qualificado a diversificação é a forma mais eficaz de reduzir as perdas. Visto que qualquer problema grave, que potencialmente pode derrubar muito o preço de um único ativo, não impactaria tão significativamente a rentabilidade da carteira.

O método apresentado, apesar de parecer muito simplório, é o suficiente para que o investidor se mantenha fiel aos seus objetivos evitando cair na tentação de vender ativos da carteira ou investir grandes valores em “promessas milagrosas” que surgem rotineiramente.

E de “bônus” faz com que sempre seja aportado naquele ativo que mais caiu (mas que ainda faz parte da sua lista de bons ativos pra se investir) ou que menos subiu. Assim, de maneira geral, vai impedir que no longo prazo o investidor repita aquele erro máximo do mundo dos investimentos: “comprar nos topos e vender nos fundos”.

 

 

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