Viver de renda variável: como se planejar

Para uma boa parte das pessoas, que é assalariada, é fácil planejar seus recursos e orçamento porque sabe exatamente quanto entra no fim do mês. Porém, existe outra realidade. Para autônomos, vendedores, representantes, corretores e empresários, geralmente, ocorre um sobe e desce mensal nos ganhos. Gerando-se uma renda variável. Então, como planejar seu orçamento mensal se há uma variabilidade nas suas receitas?

O que tende a ocorrer com renda variável

Para o assalariado, simplesmente adotar uma média dos seus ganhos dos últimos meses para projetar seu orçamento é uma boa referência. Pois, sabe-se quanto será necessário para custear seus gastos em estrutura de vida (alimentação, saúde, habitação, transporte e até lazer). Conseguindo boa previsibilidade.

Entretanto, sem esta previsibilidade, a realidade muda bastante. Por exemplo, se um vendedor percebe que seus ganhos aumentaram consideravelmente no último semestre, ele corre o risco de elevar seu padrão de vida também. Porque começará a acreditar que sua constante de recebíveis aumentou. Se este vendedor não se planejar e adotar um orçamento sem folgas (gastos iguais às receitas), basta um mês ruim para ele se endividar. Geralmente, há uma crença que os próximos períodos compensarão o déficit criado. Mas assim, entra-se numa constante de dívidas que aumenta o tamanho do buraco.

Desta forma, a pessoa com renda variável tem que enfrentar dívidas para proteger seu patrimônio. Vivendo em uma eterna corda bamba para ter o equilíbrio financeiro.

 Como solucionar o problema

O que recomendamos aqui é fazer um estudo de sazonalidade, para entender sua renda variável. Analisando os 12 meses de ganhos para compará-los com os mesmos períodos de um ano atrás. Conseguindo encontrar, facilmente, a renda mínima, máxima e média deste período. Também, para entender quais meses são os melhores e piores para suas receitas. A fim de se planejar com antecedência para períodos de menores ganhos.

O ideal é se projetar com base nos meses com menores entradas, para estar seguro nos períodos mais críticos. Dessa maneira, seus custos fixos não podem superar o ganho mínimo analisado e garantido. Possivelmente, isso gere uma redução do seu padrão de vida. Aderindo hábitos de consumo mais simples, para que seu orçamento não estoure como antes.

O lado bom disso é que, ao se planejar com o ganho mínimo, você terá mais sobras para escolhas melhores. Os meses com os auges de renda permitirão que você aproveite luxos antes ignorados. Ou até mesmo que aporte mais para alcançar seus objetivos de investimento. Use os meses com mais ganhos, para criar o hábito de presentear você e sua família (claro que somente depois de cumprir com suas despesas e investimentos pendentes).

Em suma, quem sobrevive de renda variável deve adotar um estilo de vida mais simples do que o assalariado com a mesma receita média. Porém, com a vantagem de poder desfrutar de mais luxos nos meses de pico.

 

 

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