Reserva de emergência: o primeiro passo para a liberdade financeira

Essencialmente, as nossas reservas financeiras durante a vida podem ser divididas em três caixas: reserva de emergência, caixa dos sonhos e caixa da aposentadoria. Hoje iremos explicar mais sobre a importância de se preparar para emergências e como o fazer. Abordaremos as duas outras caixinhas em futuros posts.

Reserva de emergênciaApesar de acharmos que nada de errado ocorrerá conosco, adversidades acontecem… e mais do que se espera. Só em 2016, o desemprego atingiu mais de 12 milhões de pessoas em território nacional (fonte). Outras inúmeras pessoas também sofreram por causa de problemas de saúde imprevistos. Ou por acaso você nunca escutou alguma história de um conhecido que passou por um aperto devido a algum momento difícil?

Assim, o primeiro passo para desfrutar da independência financeira é montar a própria reserva de emergência.

Em períodos de crise, quem não está preparado com uma boa reserva está mais suscetível a reduzir seu padrão de vida por conta de endividamentos mal feitos. Os quais são tomados na tentativa de manter suas contas em dia. Para evitar essa situação, devemos nos planejar e montar uma reserva suficiente para superarmos os períodos de baixa. E, como não sabemos quando inesperados virão, que ela esteja disponível quando precisarmos.

Desta forma, o dinheiro para emergências deve estar sujeito a baixíssimo risco e também deve ser acessível a qualquer momento, ou seja, ter grande liquidez. Logo, o foco dessa reserva não é aumentar seu patrimônio consideravelmente, nem gerar renda passiva no futuro, mas sim estar lá quando surgirem imprevistos.

Quanto devo ter de reserva de emergência?

Este valor é altamente variável. Basicamente, depende do perfil de consumo e da estabilidade de renda de cada pessoa. Para usar como balizador, indicamos que esta reserva esteja entre três a seis vezes seus gastos mensais totais ou de sua família (caso seja o responsável pelas finanças em casa). Três vezes desde que tenha uma renda mensal estável, como funcionários públicos. E seis vezes se você tiver pouca previsibilidade das suas receitas, como autônomos.

Onde deixar este dinheiro aplicado?

Como mencionado anteriormente, a reserva de emergência deve ser de risco bastante baixo e disponibilidade elevada. Com isso, podemos sugerir investimentos mais conservadores, tais como Tesouro Selic (o antigo LTF), Fundos DI, títulos de dívida privada garantidos pelo FGC com liquidez diária (CDB, LCI ou LCA) ou até mesmo a poupança comum.

Cuidado!

Lembrando, esta reserva é para situações de emergências imprevistas. Contas que você sabe que iriam chegar, mas não conseguiu se planejar para pagar, não são episódios inesperados. Viagens, eventos de última hora ou outros sonhos e desejos compartilham do mesmo princípio.

O mais difícil neste processo é manter a disciplina financeira. Porém, anime-se! A liberdade financeira é a nossa grande luz no fim do túnel.

 

 

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