Reduzindo o atrito causado por dinheiro

Por acaso você já chegou em casa depois de se embelezar toda e a única coisa com que seu parceiro se preocupa é quanto você gastou no salão? Ou já se incomodou com sua mulher reclamando porque você gastou 50 reais para ir no estádio ver o seu time favorito? Aqui apresentamos a solução.

Como falamos em outro artigo, existem três tipos de gastos: essenciais, supérfluos e desperdícios. Porém, muitas vezes o que é supérfluo para um é considerado desperdício para o outro. Quando se estabelece uma vida a dois, é comum haver discussões sobre os gastos de um e de outro. Isso é normal, porque as pessoas têm gostos e perfis diferentes.

Reduzindo o atrito no relacionamentoAlém do mais, é saudável o casal ter planos/objetivos em comum, como realizar uma viagem ou mudar para um bairro melhor. Por isso, acreditamos que a receita do casal deva ser conjunta, sendo a soma das rendas dos parceiros. Até porque, em algum momento da vida, talvez um receba mais do que o outro e depois essa realidade mude.

Tendo tudo isso em vista, surgiu a Mesadinha do Casal. Que nada mais é que um valor mensal igual para cada cônjuge de acordo com a receita conjunta do casal. Este valor deve ser destinado a supérfluos pessoais que são considerados desperdícios para o parceiro.

Recomenda-se de 4% a 10% da renda conjunta para cada um gastar com seus supérfluos. Essa porcentagem varia de acordo com a flexibilidade do orçamento. Quanto mais apertado está o orçamento do casal, menor é a porcentagem para a mesadinha. Conforme a folga no orçamento aumenta, pode-se aumentar o valor da mesadinha. Lembrando que os dois devem se ater ao valor máximo estabelecido.

Para exemplificar: supondo que um parceiro tenha salário de R$3.500,00 e o outro receba R$1.500,00, a receita do casal é de R$5.000,00. Sobre essa soma deve ser retirada a mesadinha. Se eles acertaram que a mesadinha é de 5%, então cada um recebe R$250,00 por mês para gastar com seus supérfluos pessoais. Esses dois gastos de R$250,00 devem ser lançados no orçamento na categoria Mesadinha.

Para refletir:

Apesar de a mulher ter conquistado bastante espaço nas finanças familiares nos últimos anos, a participação feminina continua baixa. Não é difícil encontrar famílias nas quais o homem é o provedor e responsável pelas finanças, enquanto a mulher fica por fora desse assunto. Tornando-a dependente do seu marido.

Percebe-se, ainda, muito receio em dialogar sobre dinheiro com o cônjuge, ou até mesmo com os filhos. Esse comportamento deve ser reavaliado nos relacionamentos. Primeiramente, porque a família é a base da educação. Logo, é interessante cultivar a educação financeira desde cedo, ensinando a importância de todo o processo para se ter um bom planejamento financeiro. Também, é fundamental, no ambiente familiar, ter objetivos alinhados com os demais membros para os alcançar com mais eficácia.

Reduzindo o atrito no relacionamentoAlém disso, há situações em que a falta de acompanhamento nas finanças gera tensões maiores. Nos casos de separação, divórcio ou óbito, o parceiro que não fazia o acompanhamento tem dificuldade em manter seu padrão de vida por não saber gerir propriamente seu dinheiro.

A meu ver, conversar sobre finanças com seu parceiro é um hábito que deveria ser melhor disseminado e aceito. É importante investir nesse costume do casal. Afinal, para manter um relacionamento saudável, é necessário ter objetivos em comum, confiança e diálogo.

 

 

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