O valor dos pequenos descontos

 Gostaria de iniciar este post propondo as duas seguintes situações: 

Situação 1: Você está querendo comprar uma camiseta. Então vai até uma loja perto de sua casa e encontra aquela com a qual sempre sonhou por R$39,90. Porém, ficou sabendo que, a três quadras de distância, tem uma loja onde essa mesma camiseta custa R$30,00.   

Situação 2: Agora, a sua vontade é de adquirir um notebook. Foi até uma loja de eletrônicos e achou um notebook com características bem atraentes, este custava R$1.499,90. Também, soube que havia outra loja, não tão distante, onde o mesmo notebook estava por R$1490,00. 

Em qual loja você compraria para cada uma das situações? 

Analisando a primeira situação, creio que não só você, mas a maioria de nós iríamos até a segunda para comprar a tal camiseta. Pois a segunda estava quase 25% mais barata. Ou seja, um grande desconto!
Já para a segunda proposta, é esperado que muitos de nós acabassem comprando na primeira loja, inclusive alguns daqueles que disseram que iriam até a segunda loja para comprar a camiseta. Afinal, a diferença de preço não chegava nem a 1%.
A primeira taxa de desconto é realmente mais atrativa do que a segunda. Contudo, como no mundo real não podemos pagar as contas com taxas, o desconto nos dois casos é o mesmo. Sendo R$9,90 em valor absoluto. E a distância entre as lojas, que seria o impeditivo proposto no exemplo, é praticamente a mesma. Assim sendo, o custo por esforço é o mesmo nas duas situações.
Sim, dois, cinco ou dez reais fazem diferença, independente da taxa de desconto apresentada. Ainda mais se pensarmos a longo prazo. Quando, em dez anos, podemos considerar que o patrimônio quintuplique se bem investido. Devemos valorizar o ato de buscar esses pequenos descontos.

Desenvolvendo a mentalidade 

Querendo ou não, nossa cabeça não é tão racional quanto gostaríamos que fosse. Muitas vezes ela faz com que agíssemos de forma diferente do que seria recomendado. E isso nos faz cometer decisões erradas (parcelamentos extensos demais, consórcios com taxas absurdas, juros excessivos por falta de planejamento etc.), porque, afinal, somos todos humanos.
Não estamos dizendo que parcelar uma compra ou solicitar financiamento é sempre ruim. Há várias oportunidades positivas para cada evento, como o financiamento estudantil para faculdade ou compras parceladas com taxas de juros menores do que alguma aplicação disponível para investir.
O que buscamos aqui é minimizar os erros no percurso.

Assim, temos como objetivo desenvolver a mentalidade para tomar controle da vida financeira. Ficando mais consciente da situação em que estamos nos metendo.

Enriquecendo com a mentalidade 

Durante um almoço no mês passado, começamos a debater sobre taxas de cartões de crédito/fintechs e sistemas de pontuação de cada cartão. Ficamos cerca de meia hora debatendo e fazendo contas para descobrir qual valeria mais a pena para o perfil de consumo. Sabem sobre qual o valor estávamos debatendo nesse tempo? Simples 15 reais.
Você pode pensar que esses 15 reais não vão te deixar rico, e talvez esteja certo. Na verdade, o que mudará sua vida financeira é a mentalidade para parar e analisar qual opção é melhor para cada caso.

 

 

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