Educação financeira na infância: 4 a 6 anos

Conforme já mencionado no final deste post, há pouco hábito de falar de finanças dentro de casa. Assim, sendo a família a base da educação, os pequenos se espelham nos exemplos feitos pelos seus responsáveis.

Ensinar educação financeira às crianças é um desafio, mas essencial. Principalmente, diante do consumismo aliado a momentos de crise econômica, como a qual por que estamos passando no Brasil.

Diante disso tudo, algumas escolas começaram a inserir educação financeira em seus currículos. Porém, a educação deve continuar em casa. Cabe aos pais a decisão de participar ativamente no ensino e acompanhamento desse assunto tão importante na vida de todos, finanças.

Então, quando e como começar?

Aos 4 anos de idade, as crianças já têm boa noção de tempo da vida. Talvez não saibam praticar o que recomendaremos, mas seu papel como responsável é orientar e tentar usar linguagem lúdica e compatível.

Uma atividade muito boa é o uso de um cofrinho e uma mesada de 10 moedas. Uma correspondente para cada dedo, ficando fácil de contar. Explicando para eles que 5 moedas são para gastar com seus doces , figurinhas e coisas corriqueiras (curto prazo), 3 moedas são para ir juntando e um dia comprar algo para algum amigo ou para si (médio prazo) e 2 moedas para colocar no cofrinho (longo prazo). É interessante que este cofrinho seja transparente. Para que a criança consiga acompanhar seu patrimônio crescendo e poder ter boa noção do quanto tem reservado.

Em seguida, você pode conversar com seu filho para entender o que ele pretende para o curto, médio e longo prazo. Como algum brinquedo, passeio para um parque ou presente para algum amiguinho. Não subestimem o que ele dirá, dê valor para a opinião dele e tente pensar como tal. Com essas conversas a criança começa a criar noções de objeticos com prazos diferentes. O que será desenvolvido é o pensamento para dividir suas finanças para consumo corrente, caixa de médio prazo e previdência pra o futuro e emergências.

Escutando os pequenos

Cada perfil de criança vai agir de forma diferente. Algumas vão gastar todo o dinheiro no primeiro momento e outras vão guardar tudo para não perder. A responsabilidade sua é fazer o acompanhamento a cada semana para monitorar e explicar que é preciso. Dizendo para guardar parte do dinheiro para o futuro, mas que também se deve aproveitar o que o dinheiro proporciona de bom.

Essa supervisão dos pais ajuda seus filhos a terem autocontrole para alcançar seus objetivos e a pensar/planejar estrategicamente.

O que mais pode ser feito?

Além da atividade proposta anteriormente, podem começar a praticar a comparação de preços em padarias, mercados ou mercearias. Explicando que o mesmo produto está mais barato do que em outro lugar, ou seja, seu dinheiro vai durar mais. Essa simples prática estimula a criança a valorizar o próprio dinheiro.

Promover jogos que demonstrem o valor do dinheiro, como banco imobiliário, também é válido. Ou até mesmo criar jogos com papéis de diferentes tamanhos e com cores que imitem o dinheiro corrente para associar com a realidade.

Por último, cabe incentivar a troca de mais dinheiro por ajuda nas tarefas domésticas (que sejam compatíveis com cada idade e responsabilidade). Dessa forma, as crianças vão se sentindo importantes dentro de casa e vão adquirindo responsabilidades. Também, serve para valorizar ganhos oriundos do trabalho.

Esse post faz parte de uma sequência de 3 partes sobre educação financeira na infância. Nas próximas postagens abordaremos sobre a educação financeira  de 7 a 10 e de 11 a 13 anos.

Caso haja mais interesse neste assunto, recomendamos assistir a este vídeo.

 

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